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7 passos para... para... para onde mesmo?
Prazer, meu nome é Fernando Moraes, tenho entre 25-30 anos , tenho formação superior, pertenço a classe B - C, sou branco, viajo algumas vezes por ano, gosto de ler e ouvir música. É assim que o marketing e a publicidade enxergam o mundo por trás das lentes de seus óculos supermodernos mas que sofre de 10 graus de miopia em relação a realidade. Por favor, não desrespeite minha inteligência, eu sei que não vou sair dirigindo por uma "highway" e ouvindo ray charles se eu comprar o carro da sua marca, eu vou ficar estressado no trânsito, eu sei que não vou sair com uma loira estonteante (e estereotipada) se eu beber o seu refrigerante , e a sua cerveja, eu vou engordar ou ficar bêbado, eu sei que a sua margarina não vai reduzir minha barriga a um tanquinho como dos modelos pelos quais vocês tentam me vender camisas que eu nunca vou comprar. É assim que enxergo o marketing, uma ciência burra, baseada na mentira e na superficialidade que vai na contra-mão da filosofia, da psicologia e outras ciências sérias que vem a todo instante provar que o ser humano é complexo, um universo em crise e não descartável como as embalagens bonitas que faço no dia a dia. Não adianta dizer que não sou influenciado pelas ações do marketing e da mídia, pois estaria me portando como um puritano resistente à mudanças, mas tento manter minha sanidade nesse mundo louco. Antes de comprar alguma coisa pense se você realmente precisa, antes de portar-se artificialmente pense como gostaria de ser e no que te faz feliz. Seja autêntico, e deixe esses idiotas exercerem seus pequenos poderes e amargarem resultados negativos, talvez repensem a forma imbecil e sistemática de catalogar as pessoas. Ou como está ocorrendo recorram a parte de auto ajuda das livrarias para ler algum guru que simplifica a felicidade em 7 passos, desses eu tenho dó.
Escrito por smith às 19h19
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Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu, dizia o chico buarque na sua roda viva, tem dias que eu me sinto um escravo, escravo da realidade, escravo do trabalho, escravo da medíocridade, do imediatismo, me sinto o mínimo parafuso que faz a máquina enferrujada girar. Tem dias que tenho inveja dos cachorros, das crianças, dos velhos, aqueles mesmos que tê m inveja de mim. Mas hei de me comportar como o escravo ateninse e me conformar e empenhar minha força para a roda girar. por que estou falando tudo isso? essa ladainha abstrata? Talvez porque eu precise de um cinema, ou de ouvir um pouco de jazz, pois hoje foi mais um capítulo da minha história que passou em branco, um dia em que suei a camisa, enriqueci o patrão e perdi minha aula de filosofia.
mas não há de ser nada.
Escrito por smith às 19h35
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O Trabalho dignifica o homem, ah conta a do papagaio agora.
(...)Notou que a sua marmita Era o prato do patrão Que sua cerveja preta Era o uísque do patrão Que o seu macacão de zuarte Era o terno do patrão Que o casebre onde morava Era a mansão do patrão Que os seus dois pés andarilhos Eram as rodas do patrão Que a dureza do seu dia Era a noite do patrão Que sua imensa fadiga Era amiga do patrão. E o operário disse: Não! E o operário fez-se forte Na sua resolução. (...)Disse, e fitou o operário Que olhava e que refletia Mas o que via o operário O patrão nunca veria. O operário via as casas E dentro das estruturas Via coisas, objetos Produtos, manufaturas Via tudo o que fazia O lucro do seu patrão E em cada coisa que via Misteriosamente havia A marca da sua mão. E o operário disse: Não! - Loucura! - gritou o patrão Não vês o que te dou eu? - Mentira! - disse o operário Não podes dar-me o que é meu
Vinicius de Moraes Operario em Construção
Escrito por smith às 12h24
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Escrito por smith às 20h12
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você é um cara pintada? então pinte a cara de merda.
Eu estou torcendo para que eles não voltem, e muito menos que voltem auto intitulando-se de Neo caras pintadas. Hipocrisia elevada ao máximo, burguesinhos protestando sem saber nada de política, indo pra passeata de carro ( a mamãe deixa eles na esquina da consolação com a paulista). Se vcs voltarem vai ser bom pras companhias de celular tirarem fotos pra usar na próxima campanha de celular, vai ser bom pra vocês tirarem fotinho com câmera digital e colocar no seu fotolog pra mostrar o quanto é engajado e preocupado com a situação do Brasil. Mesmo quando você é alguém que acha legal que as casas noturnas e cinema cobrem caro para "selecionar melhor o pessoal", você faz parte da maioria das minorias, gente com dinheiro, pouca cultura, consumista e hipócrita. Como disse o título, pra mim se você pretende pintar sua carinha e ir pra paulista protestar, pra combinar melhor com você, pinte a cara com bosta de mendigo. Pra lembrar que os políticos tão cagando pro seu protesto.
Escrito por smith às 18h14
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um viva a nossa imperfeicão
Estou lendo o livro Criatividade e grupos criativos de Domenico Demasi, a primeira vista esse título remete algum daqueles livrecos de "gurus" organizacionais explicando mais uma vez as soluções para os problemas de maneira simplificada. Mas não, é a compilação da pesquisa da vida do Demasi traçando a história da humanidade do ponto de vista da evolução criativa do homem. Entre tantas teorias uma que achei interessante foi a de que o homem nunca deixa de evoluir devido a sua tamanha imperfeição, e de nunca estar contente com nada, segue um trecho " Os insetos que hoje povoam o planeta não são substancialmente diferentes dos seus mais antigos predecesores, que viveram a 600 milhões de anos. Desde que surgiu o primeiro inseto, seu cérebro como a ponta de um alfinete, demonstrou ser adequado a resolver os problemas ambientais e ameaça de predadores, de modo que não se dispôs ao jogo caprichoso das mutações e deve à perfeição do modelo primordial a sua estaticidade evolutiva." Como é bom ser imperfeito!
Escrito por smith às 19h49
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fracasso de bilheteria
Esse blog está me saindo um belo fracasso de bilheteria, ninguém lê essa merda... Mas também não faço muito esforço para divulgá-lo. ah foda-se!
Escrito por smith às 19h33
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pensamento do dia
Nunca confie em alguém que tem vergonha de suas origens, muito menos se ela não falar palavrão.
Escrito por smith às 11h30
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só a estupidez salva
"A verdade como jano tem duas faces,e até o presente eu não vivi senão a sua face sombria. Eu quero caminhar sobre a face luminosa. Esquecer de compreender, apaixonar-me pelo cotidiano, acreditar na política, vestir belas roupas,acompanhar os eventos esportivos,sonhar com o carro último tipo, ver os noticiários de televisão, ousar detestar certas coisas... Eu até agora ignorei tudo isso, interessando-me por tudo, não me apaixonando por nada. Não digo que seja bom ou mal, somente vou tentar, e comunicar-me ,sim, comunicar-me com esse grande espírito chamado opinião pública. Quero estar com os outros, não compreênde-los, mas ser como eles, compartilhar as mesmas coisas..."
trecho de COMO ME TORNEI ESTÚPIDO. O livro perfeito, pelo menos para o momento.
Escrito por smith às 19h39
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O Feitiço do tempo 2
Ontém pra dar uma amansada na gripe tomei um remédio, o naldecon, um tremendo sossega-leão, as 17:00 cai num sono profundo, foi quase uma experiência lisérgica. Sonhei durante umas 6 horas seguidas, nos sonhos passei por momentos da minha vida, principalmente a adolescência como se eu realmente estivesse lá, revi amigos que pareciam estar congelados no tempo, não só vi, mas senti que fazia parte daquilo. Acordei leve, a gripe já tinha se idom e sim estava de volta a boa e velha realidade. lembrei da frase de um conhecido mala sem alça: O futuro não é mais como era antigamente.
Escrito por smith às 18h31
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O Feitiço do tempo 1
Você se lembra de um filme que sempre passava na TV Bandeirantes que se chamava o feitiço do tempo? Pra refrescar a memória, é a história de um cara que acorda e está sempre no mesmo dia, tudo que ele faz é exatamente igual ao dia anterior e ao dia que vem a seguir. Ontém eu adquiri uma avassaladora gripe que me fez ficar em casa e me proporcionou raros momentos de ócio, dormi, assisti TV, li um pouco e pude acompanhar a rotina da minha mãe e do meu bairro durante um dia de semana comum. Me senti por instantes o personagem do citado filme, num dia de folga do feitiço do tempo, refleti sobre meus dias atuais e fiz um rápido resumo deles. Eu acordo, tomo o mesmo Toddy que fica no mesmo canto do armário, saio de casa às 7:47, pego o mesmo ônibus, com as mesmas pessoas, sento no mesmo lugar e durmo,já no escritório minúcias diferem um dia de outro, parece sempre tudo tão massante e igual. Com certeza 25 anos, época de projetos e realizações não é a idade mais provável para sofrer de tédio, por isso estou travando uma batalha contra mim mesmo para vencer a minha maior inimiga, o misto de indisciplina crônica somada ao amor ao ócio, a famosa preguiça. mas estou vencendo e vou colocar minhas idéias em prática, pois como já escreveu a Clarice Lispector "Eu só quero ser melhor que eu mesmo.".
Escrito por smith às 18h25
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diálogos em design
Nesse título que daria um ótimo nome para um ensaio acadêmico, vou retratar diálogos que acontecem em todas as agências de design e propaganda.
quando posso entregar o projeto? o quanto antes! qual o prazo da entrega? urgente! qual o prazo da entrega? pra hoje! qual o prazo da entrega? assim que você conseguir!
conclusão, quando tudo é urgente nada mais é urgente. Oque eu tenho a dizer? um lindo, poético e sonoro: VÃO TOMAR NO CÚUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU! ufa.
Escrito por smith às 18h10
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Papo de velho
Ontém eu estava assistindo um pouco de MTV e hoje deixaram o rádio numa estação meio pop aqui no escritório cheia de comerciais. É incrível notar como a publicidade em geral trata o jovem como um imbecil, playboy e alienado. Eu nem estou entrando naquela conversa manjada de na minha época não era assim e blá, blá, blá. No dia em que eu falar isso será a assinatura do meu atestado de velho. Tomara que ainda exista gente que sabe que se você não tiver o último modelo de celular motorola para falar com seus amigos que estão numa rave com uma supervibe patrocinada por alguma empresa que fala a língua dos jovens dentro do seu carro rumo a praia mais badalada do momento você não é um perdedor. Ou que exista gente que não abraça causas por que faz bem pra sua imagem pessoal e não tem um pingo de sinceridade. Tenho 25 anos, ainda não tenho carro, não dei entrada em apartamento, meu celular é o maiba e eu uso camiseta hering e nada disso é pra fazer tipo de rebelde, eu apenas gosto de cultivar um mínimo de autenticidade nesse mundo homogenizado. E é com orgulho que eu me declaro fora do espectro das pesquisas de mercado. O marketing hoje é tão datado e repetitivo que chega a ser tragicômico. Agora me responda, quando você vê um comercial, não tem a impressão de estar vendo sempre o mesmo?
Escrito por smith às 11h54
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Gray Day
Essa semana começou cinza, mas começou calma. Talvez porque o calmo seja eu, depois de um fim de semana tranquilo... Sábado eu dormi inteiro com minha namorada o que foi muito bom, de noite comi uma pizza com os amigos e o meu amigão Mateus me alertou de uma coisa que eu não havia parado pra pensar, eu sou um cara orgulhoso. Pois quando você é orgulhoso se gaba de dizer quase todo dia que não é. Ás vezes é preciso ouvir uma segunda opinião pois a gente se engana achando que se conhece. Dei uma refletida e percebi realmente como sou orgulhoso, pois uma de minhas constantes frases é Eu nunca precisei de terapia e nem de Religião. E eu sei que por mais que eu me ache um cara legal eu sei que minha arrogância deve ser prejudicial as vezes. E o que é ser Legal? Na minha concepção é respeitar a liberdade alheia seja em se falando de fé, opinião, posição política ou sei lá o quê, e julgar somente a si próprio e mesmo assim pegar leve, pois errar é exercer a condição humana. Eu já venci a raiva que tinha dos evangélicos, já perdoei o policial que matou meu amigo/primo, já entendo opiniões que divergem das minhas, isso é uma grande evolução, mas se continuar o texto nesse ritmo estarei querendo bancar o Dalai Lama. Sendo assim vou confessar um segredo, toda vez que eu vejo aqueles pseudo cowboys na Novela da Glória Perez eu tenho vontade de chegar sutilmente com um lança chamas no Estância alto da serra e meter fogo naqueles filha da puta.
Escrito por smith às 12h47
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pensamento budista
Não existe mal maior que a raiva Nem virtude maior que a paciência.
acho que ainda vou ser budista um dia, se é que já não sou, aliás a mala sem alça de uns posts atrás não me irrita mais.
Escrito por smith às 19h04
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